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Grupo Alimenta Angola abre nova loja em Luanda em 2011

SUPERFÍCIE COMERCIAL

Cash, Tenda Atacado, Luís Fernando de Matos, Brasil, Lobito, Angola, Expansão, Camama, África, Carry Alimenta Angola, CAGIZA, Luís Fernando de Mattos, Comercial, País, Luanda, Tenda Atacado para Angola, Alimenta AngolaA firma pretende expandir-se por todo o País e, de momento, conta já com uma unidade comercial na cidade capital, que emprega 175 funcionários, dispondo de uma capacidade de atendimento de cerca de 150 mil clientes por mês.

'O mercado de distribuição, neste nosso modelo, tem dado boa resposta e bons resultados, o que nos leva a crer que vale a pena continuar a investir neste tipo de segmento. Estamos, neste momento, a investir numa segunda loja, que será inaugurada no segundo semestre de 2011, localizada na zona da Camama', afirmou Luís Fernando de Mattos, representante da empresa Tenda Atacado para Angola.

Segundo fez saber o nosso interlocutor, a ideia de investir no País nasceu em 2005, tendo sido materializada em2009. 'O Alimenta Angola surgiu de uma necessidade da empresa no Brasil [Tenda Atacado] de ampliar as suas fronteiras, tendo prospectado muitos países em África para essa expansão. À partida, a melhor oportunidade estava em Angola.

Viemos para Angola trazendo toda a nossa tecnologia e todo nosso know-how como o maior distribuidor do Brasil', salientou o responsável. De acordo com Luís Fernando de Mattos, o formato que o Alimenta Angola apresenta constitui uma novidade para o País, embora reconheça existirem no mercado nacional muitas unidades comerciais com as mesmas características.

'Temos uma característica muito forte de retalhista e fazemos bons descontos para quem leva volume. Assim, damos condições para outros pequenos retalhistas de Luanda e das províncias fazerem compras connosco, obtendo descontos ao ponto de venderem a mercadoria ao mesmo preço que nós', asseverou. Por outro lado, Luís Fernando de Mattos revelou ao Expansão que o objectivo do grupo é expandir a firma por todo o País, perspectivando-se a construção de 10 lojas de raiz nos próximos cinco anos, em algumas províncias pré-seleccionadas.

Para já, o grupo pretende consolidar primeiro a sua posição em Luanda, onde está prevista a construção de três unidades comerciais. 'Existe também a possibilidade de irmos para outras cidades, como o Lobito, que é uma possibilidade latente que já foi acertada entre os accionistas da empresa. Mas precisamos primeiro de nos afirmar em lojas com uma certa proximidade, que nos dê em a possibilidade de avançar em distâncias que permitam a distribuição', avançou o responsável.

Com um mix composto por mais de 1800 produtos comercializados em caixas, fardos, paletes e avulso, o Cash & Carry Alimenta Angola dispõe de um armazém que lhe possibilita atender todos os tipos de cliente, desde pequenos a médios empresários dos mais diversos ramos de actividade. 'O nosso objectivo é manter, no mínimo, 2500 produtos de referência. Todos diferentes em cor e sabor. Actualmente, comercializamos perto de 1800 produtos diversos, incluindo alimentos, produtos de limpeza, de higiene pessoal, entre outros', ressaltou o nosso interlocutor.

Produtos importados em maioria De momento, o Alimenta Angola comercializa maioritariamente produtos importados, embora exista no seio do grupo a vontade de um dia vir a comercializar apenas produtos nacionais. Segundo o gestor, 'o quadro não se afigura fácil, mas espera-se que a actual situação mude rapidamente' logo que as condições locais assim o permitirem. 'O actual quadro irá continuar até que o mercado nacional desenvolva a área de produção nacional. Hoje, por exemplo, não temos aqui empresas que façam o escoamento de vegetais enlatados.

Caso houvesse, compraríamos para oferecer mais opções de compra, porque não faz sentido vender apenas um tipo de marca', justificou. O empreendimento, com mais de 4500 metros quadrados, 'apresenta uma estrutura moderna diferenciada, com 10 check outs'. Segundo o nosso entrevistado, o cash & carry detém uma carteira de cerca de 150 mil clientes, garantindo mais de 175 postos de trabalho directos, ocupados por cidadãos nacionais. 'A média de operação de uma loja destas é de 175 pessoas.

A próxima loja não fugirá deste número. Por outro lado, capacitamos o pessoal dentro da nossa própria loja. Recebemo-los sem experiência alguma. Por isso, damos formação a estas pessoas para que possam estar dentro da filosofia da empresa', conclui Luís Fernando de Matos, ressalvando a importância da formação on-job dentro da empresa.

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