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Opinião

Educação Corporativa | Um pilar para o desenvolvimento sustentável em Angola

CONVIDADO

Nos últimos anos, empresas de diferentes setores investiram fortemente em transformação digital. Cloud, ERP, analytics, inteligência artificial e automação passaram a integrar o discurso e a prática de modernização organizacional. Ainda assim, em muitos casos, os ganhos de performance ficaram aquém do esperado.

A educação corporativa é um tema cada vez mais importante no ambiente empresarial dos nossos dias. À medida que o mercado global se transforma rapidamente, as empresas precisam de adoptar estratégias que respondam a essas mudanças, e paralelamente, que promovam um desenvolvimento sustentável e contínuo das suas equipas.

A criação de academias corporativas é uma oportunidade valiosa para promover a formação adequada que o tecido empresarial precisa, para fortalecer as competências internas e para garantir a competitividade no mercado.

As empresas estão cada vez mais pressionadas por velocidade, complexidade e disrupção tecnológica, e este tipo de solução está a criar uma mudança silenciosa e estrutural. Isto mostra que a vantagem competitiva está para além da estratégia, focando--se inequivocamente na capacidade de execução inteligente. Mas há uma questão que poucas organizações enfrentam com a profundidade necessária: Quem está, de facto, preparado para executar essa estratégia?

O verdadeiro problema, mais do que tecnologia, está na capacidade organizacional.

Nos últimos anos, empresas de diferentes setores investiram fortemente em transformação digital. Cloud, ERP, analytics, inteligência artificial e automação passaram a integrar o discurso e a prática de modernização organizacional. Ainda assim, em muitos casos, os ganhos de performance ficaram aquém do esperado.

A explicação não está na tecnologia em si, mas numa variável frequentemente subestimada, a capacidade humana e organizacional de absorver, operar e evoluir essas tecnologias. O verdadeiro desafio agora, além de implementar soluções, é de garantir que funcionem de forma consistente, integrada e geradora de valor.

Este descompasso entre investimento tecnológico e capacidade de execução traduz-se no chamado skills gap, uma das principais entraves à transformação das organizações a nível global. Competências em áreas como dados, inteligência artificial, automação, cibersegurança e experiência do utilizador são cada vez mais críticas, mas nem sempre estão consolidadas internamente, o que resulta num ciclo de dependência externa, aumento de custos e perda de agilidade competitiva.

É neste ponto que emerge o desalinhamento entre a ambição estratégica e a capacidade real de execução, um dos principais riscos estratégicos da atualidade. Esse gap traduz-se em baixa velocidade operacional, retrabalho, ineficiência e incapacidade de capturar o valor dos investimentos realizados. Em muitos contextos, as organizações tornam-se digitalizadas, mas não necessariamente mais eficientes ou mais competitivas...

* Sandra camelo , Directora Executiva de Tecnologia e Operações, TIS

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