Quebramar: Fidelização já garante 76% da faturação da marca portuguesa
Num mercado onde atrair um novo cliente custa sete vezes mais do que reter um atual, a Quebramar, insígnia de moda portuguesa, gerou 6,5 milhões de euros em 2 meses ao focar-se na base de dados própria
O retalho português está a assistir a uma mudança drástica de prioridades. Com a inflação dos custos de publicidade digital, a Quebramar revelou que a sua nova estratégia de dados permitiu que 76,2% das vendas totais passassem a ser geradas por clientes já fidelizados.
Os resultados, referentes a novembro e dezembro de 2025, mostram um volume de negócios de 6,5 milhões de euros. Mais do que o valor absoluto, destaca-se a eficiência: a marca obteve um retorno sobre o investimento (ROI) de 21 vezes no canal de e-mail marketing, provando que a rentabilidade reside "dentro de casa".
A economia da retenção
A estratégia da Quebramar fundamenta-se num princípio económico cada vez mais crítico: dados da Harvard Business Review confirmam que conquistar um novo cliente custa, em média, sete vezes mais do que manter um atual. Ao apostar na unificação de dados entre as 50 lojas físicas e o canal online, a marca aumentou o ticket médio dos clientes fidelizados em 26%.
"O grande desafio das marcas hoje não é serem apenas vistas, é serem escolhidas repetidamente", afirma Ernesto Ferreira, Head of Global Sales da E-goi, parceira tecnológica no projeto. "A prioridade deve ser a fidelização em detrimento da angariação desenfreada. Um cliente fiel não traz apenas receita recorrente; ele reduz o custo de marketing a longo prazo e permite uma previsibilidade de negócio que a publicidade paga já não garante sozinha."
O regresso ao marketing de relacionamento
Ao centralizar a informação num Customer Data Platform (CDP), a Quebramar passou a tratar cada cliente de forma personalizada, automatizando benefícios como o cashback e o cartão digital. O resultado foi um crescimento de 44% na base de clientes fidelizados desde o relançamento do clube.
Do lado da Quebramar, a visão é estratégica: a tecnologia serve para humanizar a relação. "A nossa herança está ligada à proximidade. A capacidade de saber exatamente quem nos compra e oferecer uma experiência personalizada é o que nos permite manter a relevância num mercado de moda tão competitivo", refere Bruno Ribeiro, Diretor Comercial da marca.
Para apoiar outros profissionais de marketing a medirem o impacto desta transição estratégica, a E-goi disponibilizou, na página oficial do caso de sucesso com a Quebramar, uma ferramenta gratuita que permite calcular o potencial ROI que uma marca pode atingir através de estratégias de Loyalty.
Sobre a E-goi:
Plataforma tecnológica portuguesa de automação de marketing omnicanal especializada em retalho e ecommerce, com 20 anos de história e que apoia empresas de mais de 40 países na personalização da experiência do cliente e otimização das vendas.















