Cobalto da RDC exportado para os EUA via Lobito
A Entreprise Générale du Cobalt (EGC), a EVelution Energy, primeira empresa americana de processamento de sulfato de cobalto e cobalto metálico, e a Trafigura, que é uma das accionistas da LAR - Lobito Atlantic Railway, operadora da carga no Caminho-de-Ferro de Benguela( CFB), anunciaram quarta-feira, em comunicado, a assinatura de um memorando de entendimento para fornecer cobalto extraído na RDC aos EUA, com passagem pelo Lobito.
Espera-se que o acordo, ainda sujeito a trâmites definitivos, apoie a produção da empresa EVelution Energy, que pretende fornecer cerca de 40% da procura estimada por cobalto nos EUA. A parceria foi impulsionada pelo acordo estratégico sobre minerais críticos, assinado recentemente entre a RDC e os EUA.
A EGC produz hidróxido de cobalto na RDC, enquanto a Trafigura, através da LAR e do Corredor do Lobito, vai fornecer serviços abastecimento, logística e marketing, e a EVelution Energy vai processar o material nas suas instalações nos EUA, transformando-o em sulfato de cobalto destinado à indústria aeroespacial e de defesa norte-americana, bem como à indústria de baterias para veículos eléctricos.
"As três entidades deverão tirar partido da LAR", assumem as empre sas, e justificam essa opção porque a ferrovia "constitui a rota mais curta" entre Kolwezi, na RDC, e um porto africano, "reduzindo os tempos de trânsito para cerca de sete dias". O modelo integrado foi concebido para reduzir os "riscos dos fluxos transfronteiriços" e apoiar o fornecimento a longo prazo e "fi nanceiramente viável de matéria--prima de cobalto para os EUA".
No final de 2025, a LAR recebeu um financiamento de 753 milhões USD da DFC - Corporação Financeira Internacional para o Desenvolvimento, dos EUA, e do Banco de Desenvolvimento da África Austral. "Espera-se que a utilização da LAR proporcione poupanças em termos de custos e de tempo de transporte para todas as partes envolvidas", justificam os promotores da iniciativa.
Recentemente, devido às cheias no rio Cavaco, em Benguela, que destruíram parte da linha ferroviária junto à capital provincial, a LAR foi obrigada a suspender parte das operações de transporte, que foram retomadas com a utilização de camiões entre Benguela e o Huambo.
O modelo integrado foi concebido para reduzir os "riscos dos fluxos transfronteiriços" e apoiar o fornecimento a longo prazo e "financeiramente viável de matéria-prima de cobalto para os Estados Unidos", segundo o comunicado.










