Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Economia

Petróleo recua após ter avançado cerca de 8% nas últimas três sessões

Petróleo ao dia

Os preços do petróleo negociam em baixa esta quarta-feira, após acumularem uma valorização próxima de 8% nas últimas três sessões, numa altura em que aumentam as incertezas em torno de um eventual fim do conflito no Médio Oriente. As negociações entre os EUA e o Irão voltaram a enfrentar obstáculos, depois de Washington rejeitar a contraproposta apresentada por Teerão para encerrar definitivamente as hostilidades. Ao mesmo tempo, vários responsáveis norte-americanos admitem a possibilidade de uma retoma dos ataques no golfo Pérsico.

Perto das 09h00 de Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, recuava 1,2% para 106,5 USD por barril, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, cedia 1,1% para 101 USD. Já o gás natural negociado em Amesterdão acompanhava a trajectória do crude, ao cair 0,86% para 46,28 euros por megawatt-hora.

A atenção dos investidores centra-se agora na cimeira entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, embora o conflito com o Irão não deva dominar a agenda do encontro. O líder norte-americano sinalizou que pretende concentrar-se sobretudo nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Ainda assim, Trump procurou transmitir confiança ao afirmar, esta terça-feira, que "o Irão está sob controlo", apesar de as negociações continuarem bloqueadas e do estreito de Ormuz , uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo, permanecer encerrado, segundo a imprensa internacional.

A pressão interna sobre a administração norte-americana também está a intensificar-se, numa altura em que a inflação nos EUA atingiu o nível mais elevado desde 2023, impulsionada pela escalada dos preços dos combustíveis. O índice de preços no consumidor acelerou para 3,8% em Abril, em termos homólogos, superando ligeiramente as previsões dos economistas.

Os dados reforçaram as expectativas de que a Reserva Federal norte-americana poderá voltar a subir as taxas de juro ainda este ano, embora o consenso do mercado continue a apontar para um novo aperto monetário apenas em 2027.

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo