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Economia

Crédito à habitação disponibilizou apenas 102,6 mil milhões Kz em 4 anos

AVISO 9 DO BNA

Desde que foi criado em Abril de 2022 apenas a compra de habitação foi financiada, auto-construção e construção não receberam nenhum financiamento em quatro anos. Nem a inclusão de projectos ligados empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e similares impulsionou este crédito apresentado como a solução para dinamizar o mercado imobiliário, mas que ainda não resultou.

A banca comercial disponibilizou apenas 102,6 mil milhões em créditos à habitação, até ao final do I trimestre deste ano, ao abrigo do aviso 9 do BNA. Especialistas consideram que este montante é baixo e não representa as necessidades de quem ainda espera realizar o sonho da casa própria. Este montante corresponde a 2.115 operações de crédito realizadas até 31 de Março de 2026, todas elas ligadas ao financiamento para compra de habitação, já que até ao momento não foi financiado qualquer projecto de construção de habitação, turismo e restauração, categorias que foram incluídas neste instrumento para melhorar o seu rácio, mas não têm conseguido "salvar" este mecanismo criado em 2022.

"O crédito concedido ao abrigo do Aviso n.º 09/2024, até Março do corrente ano totalizou Kz 102,6 mil milhões Kz, correspondente a 2.115 operações. O valor é referente unicamente à aquisição de imóveis para fins habitacionais. Não obstante o normativo abranger o sector da construção (habitação, turismo e restauração) não há, até ao momento, registo na Central de Informação de Registo de Crédito (CIRC) de projectos especificamente ligados a estes segmentos", respondeu o BNA ao Expansão.

Dos 102,6 mil milhões de Kz disponibilizados pela banca comercial, 84,13%, corresponderam a pedidos de financiamentos feitos em Luanda, avançou o banco central, que não avançou os bancos que lideram neste tipo de crédito, acrescentando que este montante foi concedido por sete bancos sistémicos e cinco cinco não sistémicos.

"Estes 102,6 mil milhões Kz que os bancos disponibilizaram não significam quase nada para o número de clientes que procuram financiamento para compra ou construção das suas habitações. Este aviso do BNA não vai resolver a situação, porque os bancos não querem correr riscos e preferem financiar outros instrumentos com mais rentabilidade e menos riscos", considera o economista Pedro Silva.

O economista entende ainda que as condições deste instrumento de financiamento também condicionam o seu sucesso. "De certa forma, a decisão final de conceder ou não o crédito é da responsabilidade dos bancos...

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