Petróleo e gás iniciam semana em alta nos mercados internacionais
Os preços do petróleo iniciaram a semana em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e pelo risco crescente de interrupções no fornecimento global de energia.
Na sessão desta segunda-feira, 23 de março, os investidores reagem ao ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, sob ameaça de ataques a infraestruturas energéticas. Teerão respondeu com avisos de retaliação, prometendo atingir instalações estratégicas na região, incluindo infraestruturas associadas a Israel e a bases norte-americanas.
Neste contexto, perto das 08h de Luanda, o West Texas Intermediate (WTI) valorizava 3,5%, negociando nos 101,6 USD por barril. Já o Brent, referência para as exportações angolanas, avançava 1,60%, para 113,9 USD por barril, após ter atingido na última sessão máximos de fecho desde meados de 2022.
A escalada militar, que se prolonga há cerca de quatro semanas, tem intensificado a pressão sobre os mercados energéticos. Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, no final de fevereiro, o preço do crude já acumulou uma subida próxima de 70%.
O conflito já provocou danos em infraestruturas energéticas no Golfo e afetou significativamente a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. Analistas estimam que a disrupção possa representar uma quebra entre 7 e 10 milhões de barris diários na produção da região.
Os mercados de produtos refinados registam aumentos ainda mais acentuados do que o crude, alimentando receios de uma nova vaga inflacionista à escala global.
Entretanto, a Rússia manifestou oposição a qualquer bloqueio do Estreito de Ormuz, defendendo, no entanto, que a situação deve ser analisada no contexto geopolítico mais amplo, segundo declarações citadas pela agência Interfax.











