Petróleo perde terreno após notícias de que Trump está a considerar abandonar a guerra
Os preços do petróleo registaram elevada volatilidade esta terça-feira, à medida que os investidores ponderam sinais contraditórios vindos de Estados Unidos: por um lado, a possibilidade de o Presidente Donald Trump avançar para o fim da guerra com o Irão; por outro, os persistentes riscos de choque na oferta global, decorrentes do prolongado encerramento do estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.
Neste momento, O barril de petróleo está a negociar com pequenas perdas esta terça-feira, numa sessão que está a ser marcada por grande volatilidade. O West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, chegou a valorizar quase 4% após notícias de um ataque atribuído a Teerão a uma embarcação no Golfo Pérsico. No entanto, acabou por inverter a tendência e segue a negociar com uma queda de 0,23%, para 102,7 USD por barril.
Também o Brent, referência para as exportações angolanas, registou um movimento semelhante: após ganhos de cerca de 2,5%, recua agora 0,27%, para 107,10 USD por barril.
Analistas de mercado sublinham que os preços reagiram momentaneamente à possibilidade de desanuviamento do conflito, mas alertam que qualquer alteração estrutural dependerá da normalização total da navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio global de petróleo.
De acordo com a imprensa internacional, Donald Trump terá admitido encerrar a campanha militar mesmo com a hidrovia ainda parcialmente condicionada, adiando a sua reabertura para uma fase posterior. Ainda assim, o líder norte-americano havia anteriormente advertido que os EUA poderiam "destruir" infraestruturas energéticas iranianas caso Teerão não garantisse a retoma do tráfego marítimo na região.
O actual contexto reforça a sensibilidade dos mercados petrolíferos a desenvolvimentos geopolíticos, mantendo elevados os níveis de volatilidade no curto prazo.











