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Economia

Stock de crédito cresce 7% para 9,5 biliões kz liderado por particulares e comércio

MAIS 623,7 MIL MILHÕES KZ NO I TRIMESTRE

O crescimento do stock de crédito é justificado pela redução das taxas de juros, resultantes do desaperto da política monetária em função da desaceleração da taxa de inflação, bem como pela estabilização da taxa de câmbio

O crédito bancário à economia cresceu 7% para 9,5 biliões Kz no primeiro trimestre deste ano face ao final de 2025, de acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre o stock de crédito na banca. Contas feitas, o aumento foi de 623,7 mil milhões Kz em três meses, com os particulares e o comércio a concentrarem a maior fatia. A evolução reflecte, sobretudo, a descida das taxas de juro ao longo de 2025, na sequência do alívio da política monetária num contexto de desaceleração da inflação.

A queda da Luibor reduziu o custo do crédito para famílias e empresas, num quadro também marcado pela maior estabilidade cambial. Associado a isto está também estabilização da taxa de câmbio face ao dólar.

Assim, até ao final do primeiro trimestre, o stock de crédito aos particulares, que pressupõe ser crédito ao consumo, foi o que mais contribuiu, crescendo 7% face a Dezembro, fixando-se em 1,8 bi liões Kz, mais 112,5 mil milhões Kz. Com este desempenho, os particulares voltam a liderar o ranking dos sectores com maior volume de crédito, posição que já tinham alcançado em Junho de 2023, quando ultrapassaram o comércio pela primeira vez desde 2014, embora tenham recuado para o segundo lugar no final do ano passado.

Na segunda posição está, preci samente, o comércio, cujo stock de crédito praticamente estag nou, registando um crescimento de apenas 0,4%, para 1,6 biliões Kz. A fechar o pódio está a indús tria extractiva, que cresceu 9%, passando de 815,3 mil milhões Kz em Dezembro para 885,2 mil mi lhões Kz no final de Março, um aumento de 69,8 mil milhões Kz.

Construção cai 9,6 mil milhões Kz

Assim, entre os 22 sectores que constam no relatório do BNA, apenas quatro viram o seu stock de crédito cair. Destaque para o sector da construção onde o stock de crédito caiu 9,5 mil milhões Kz, ou seja, recuou 1% para 866,2 mil milhões no primeiro trimestre do ano face a Dezembro.

Apesar do recuo, o sector continua entre os principais destinos do crédito. Só para se ter uma ideia, em 2022, o stock era de 382,8 mil milhões Kz, tendo mais do que duplicado em três anos. Além da construção, também registaram reduções no stock de crédito as actividades financeiras e de seguros (-4,0 mil milhões Kz), o sector da electricidade, gás, vapor, água e ar condicionado (-2,1 mil milhões) e o sector da saúde humana e acção social (-1,5 mil milhões Kz).

Apesar da trajectória de crescimento em moeda nacional, com o crédito em kwanzas a registar máximos históricos, o cenário é distinto quando analisado em dólares. Longe vão os níveis observados entre 2013 e 2014, período em que o stock de crédito superava os 30 mil milhões de dólares. Actualmente, o montante equivale a cerca de 10,4 mil milhões de dólares, ou seja, aproximadamente um terço do pico de 32,6 mil milhões de dólares alcançado em 2014.

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