"Aprender uma nova língua é como adquirir uma nova lente para observar o mundo"
É criadora de conteúdos dinâmicos e acessíveis para ajudar alunos de todos os níveis a desenvolver confiança e fluência no inglês. Com recurso ao e-learning e metodologias interactivas, a sua plataforma torna a aprendizagem intuitiva e aplicável ao quotidiano e ao ambiente profissional. Na semana da língua inglesa, data que se comemorou no dia 23 de Abril, vamos "descomplicar a língua" com a teacher Mel Silva.
É a mentora de um projecto de ensino da língua inglesa, denominado English for Success. Como surgiu este projecto?
A English for Success, abreviada mente EFS, é muito mais do que uma escola de inglês - é um projeto de transformação de vidas através da língua. A ideia nasceu da minha própria experiência como migrante e educadora, ao perceber que a fluência em inglês abre portas, encurta distâncias e cria oportunidades reais.
Isto quando?
No verão de 2020, surgiu a ideia de dar aulas de inglês, como resposta aos desafios trazidos pela pandemia. Entretanto, o projecto ganhou forma, através de conversas com a minha amiga Imaculada Chieta e um dos meus mentores, Tigre José Chieta, que se tornaram parceiros através do Centro de Formação Profissional Cara Alegre. Foi nesse contexto que homologámos o curso no INEFOP, criando a semente que viria a evoluir e florescer no projecto que hoje é a English for Success. Começámos num formato híbrido, mas rapidamente adoptámos o modelo 100% online para democratizar o acesso ao ensino da língua inglesa.
A par do ensino, qual o objectivo da sua criação?
Foi criada com o objectivo de simplificar o ensino do inglês e torná-lo acessível a todos, especialmente às pessoas que necessitam da língua como ferramenta para melhorar a sua vida profissional, académica ou pessoal.
Quantos formandos já colocaram no mercado?
As nossas actividades iniciaram a 8 de Março de 2021, de forma orgânica, com pequenos grupos e aulas individuais - desde conversação até aulas de reforço linguístico - e já apoiamos mais de 500 alunos, a maioria dos quais mulheres, a ganhar confiança na comunicação em inglês e, em muitos casos, a conquistar melhores empregos, bolsas de estudo e oportunidades internacionais. Trata-se de um crescimento sustentável, mas com impacto real e mensurável.
Qual é o vosso público-alvo?
O nosso público é bastante diversificado, com foco especial em mulheres entre os 25 e os 60 anos, que vivem fora do seu país de origem (em contextos de língua inglesa) ou que pretendem emigrar a médio/longo prazo. No entanto, também recebemos jovens universitários e profissionais em busca de crescimento na carreira, bem como crianças e adolescentes integrados em programas específicos.
Quais são as debilidades que os alunos apresentam?
Uma das maiores acaba por ser a falta de iniciativa para conversações, ou seja, a timidez condiciona-os e inibe o diálogo. A maioria dos alunos procura o inglês para fins profissionais - preparação para entrevistas de emprego, inglês para negócios, para residir no exterior ou frequentar instituições internacionais. Também acompanhamos muitos pais que desejam melhorar o seu inglês para acompanhar o progresso académico dos filhos. Por fim, há quem encare o domínio da língua inglesa como um desafio pessoal.
No nosso sistema de ensino público, o ensino de línguas estrangeiras inicia-se na sétima classe. Já se deve considerar que é tarde?
O ideal seria iniciar o ensino de inglês no pré-escolar, aproveitando a plasticidade cerebral das crianças. Contudo, como isso ainda não é realidade para todos, é crucial que famílias e escolas invistam em soluções extracurriculares desde cedo.
Não sendo a língua materna, com que idade é recomendável a início da sua aprendizagem?
A ciência e a neurociência indicam que quanto mais cedo se iniciar a aprendizagem, melhor - por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças já conseguem aprender inglês com naturalidade. No entanto, nunca é tarde para começar, desde que se utilize uma metodologia adaptada à idade, ritmo e objectivos de cada aluno.
Quanto tempo demora até os alunos começarem a falar?
Depende muito da vontade e dedicação de cada pessoa. Com a nossa abordagem, centrada na oralidade e na construção de confiança, muitos alunos conseguem começar a comunicar em inglês nas primeiras semanas. Com consistência, é possível manter conversas básicas com autonomia ao fim de seis meses.
O que diferencia a vossa metodologia de ensino?
Utilizamos uma abordagem prática e centrada no aluno, focada em situações reais de comunicação no dia a dia, no ambiente profissional ou em viagens. As aulas são dinâmicas, com vocabulário actual e contextualizado. Valorizamos muito a componente emocional - vencer o medo de falar e aprender com leveza e motivação. A nossa missão é descomplicar o inglês e conseguimos isso através de um ambiente descontraído, mas orientado para resultados. Além de beneficiarmos da internet como ferramenta de democratização do acesso ao ensino, temos o compromisso de manter os nossos cursos acessíveis...














