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Economia

Eximbank negoceia extensão da moratória da dívida com Angola

Embaixador chinês em Angola confirma

Depois de no passado mês de Junho o Governo ter anunciado que decidira aceitar a prorrogação da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) do G20, para pedir também a extensão da moratória do serviço da dívida bilateral não garantida até ao final do ano, o Eximbank confirmou no princípio desta semana que está a negociar uma extensão da moratória do serviço da dívida com Angola.

A informação foi avançada pelo embaixador chinês em Luanda que salientou, enquanto representante de país credor de um conjunto de países africanos, que "a China atribui grande importância aos trabalhos de concretização da iniciativa DSSI e foi o primeiro país a participar e apoiar o prolongamento do período de moratória do serviço da dívida, incluindo dos países africanos", disse Gong Tao.

Em Junho, o Ministério das Finanças anunciou que após a avaliação da situação económica do País, iria aproveitar "a prorrogação final da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida do G20 (DSSI) e solicitou aos seus parceiros soberanos que continuassem a paralisação do serviço da dívida bilateral não garantida de 01 de Julho a 31 de Dezembro de 2021".

Recorde-se que em 2020, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa anunciou que a renegociação da dívida, dentro e fora do G20, iria permitir poupar 6 mil milhões USD até 2023.

O Banco de Desenvolvimento da China (CBD), o Banco Comercial e Industrial da China (ICBC), o Banco da China e o Banco Exportação e Importação da China (Eximbank), segundo o embaixador chinês, têm procurado "reagir de uma forma muito activa" disponibilizando moratórias de olhos postos no alívio do serviço da dívida de Angola.

O diplomata adiantou ainda que para o presente ano "o Eximbank ainda está a manter negociações com a parte angolana para um acordo de um novo pacote de moratória".

Recorde-se que a dívida pública de Angola bateu nos 140% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, superando a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) que apontava a 134,2%, de acordo com cálculos do Expansão.

Não está em causa a sustentabilidade da dívida, admitem especialistas, até porque Angola reestruturou parte da sua dívida, garantindo uma moratória de três anos com um alívio cumulativo de 6,9 mil milhões USD (entre 2020 e 2022), entre suspensão do pagamento de amortizações aos seus credores chineses (bancos) e a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) do G20, que garantia uma moratória sobre os pagamentos da dívida dos países mais endividados aos países mais desenvolvidos e às instituições financeiras multilaterais, com um prazo inicial até Dezembro de 2020, mas que foi sucessivamente alargada até final deste ano de 2021.

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