Impacto da Covid-19 adia moeda única na região de África Ocidental para 2027
A pandemia da Covid-19 obrigou a adiar para 2027 o lançamento da moeda comum dos países de África Ocidental, denominada ECO, e que irá substituir o Franco CFA, moeda vinculada ao Euro, via Paris, mas que obriga os 14 países que a usam a depositarem 50% das suas reservas no Banco Nacional de França.
A adopção de um novo roteiro e plano de convergência ocorre quase dois anos depois de o presidente do Benim, Patrice Talon, liderar um movimento de contestação ao Franco CFA, moeda usada por oito países de África Ocidental e seis de África Ocidental. Patrice Talon afirmou, em Outubro de 2019, que os Estados de África Ocidental planeavam retirar as suas reservas do banco francês e pôr fim a um modelo que lhes retirava autonomia em matéria de política monetária.
Na altura, os 15 Estados membros da CEDEAO concordaram em adoptar o ECO já em 2020. Mas a pandemia da Covid-19 veio atrasar os planos de autonomia da política monetária dos 15, obrigando a mais um adiamento.
"Temos um novo roteiro e um novo pacto de convergência que abrangerá o período entre 2022 e 2026, sendo 2027, o ano de lançamento da ECO", afirmou o presidente da CEDEAO. Segundo Jean-Claude Kassi Brou, o impacto da pandemia levou os chefes de Estado a decidirem suspender a implementação do pacto de convergência em 2020-2021.
A adesão ao ECO obriga a ambiciosos critérios de convergência que, em 2018, nenhum dos 15 países de África Ocidental estava em condições de cumprir: défice inferior a 3%, inflação abaixo dos 10% e uma dívida que não ultrapasse 70% do Produto Interno Bruto (PIB). A pandemia veio distanciar, ainda mais, os países dos critérios impostos para a integração monetária, como reconheceu o presidente da CEDEAO, comunidade económica constituída pelo Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.
(Leia o artigo integral na edição 630 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Junho de 2021, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)











