Malanje-Kuito-Menongue vai custar 4,9 mil milhões EUR
Um despacho presidencial publicado esta quarta-feira em Diário da República autoriza a despesa total de 4,9 mil milhões de euros para a construção de 738 quilómetros da linha ferroviária Malanje-Kuito-Menongue. O documento justifica que se trata de uma contratação por ajuste directo "por razões de financiamento externo".
A construção do corredor ferroviário identificado como "Lote 1 do troço Malanje-Estação 6" terá um custo de cerca de 1,4 mil milhões de euros, acrescidos de 39,3 milhões de euros para serviços de fiscalização. Seguem-se quase 1,2 mil milhões de euros para o "Lote 2 do troço Estação 6-Kuito", acrescidos de 31,7 milhões para fiscalização.
Já o "lote 3 do troço Kuito-Estação 5" vai consumir 1,1 mil milhões de euros e 28,4 milhões para fiscalização. Quanto às empreitadas para o "Lote 4 do troço Estação 5 - Menongue" receberão quase 1,1 mil milhões, acrescidos de 28,8 milhões euros para fiscalização. São contemplados ainda quase 94 milhões de euros para "coordenação técnica e análise dos projectos de engenharia dos lotes 1, 2, 3 e 4 da empreitada de obras públicas para a construção deste corredor ferroviário, que vai ligar os três caminhos-de- -ferro nacionais (Luanda, Benguela e Moçâmedes) que será, na prática, o caminho-de-ferro de Angola. Este projecto ligará igualmente o corredor do Lobito ao norte e ao sul do País.
O despacho presidencial 85/26 de 17 de Março é omisso em relação a várias questões como as empresas que estarão envolvidas neste projecto, bem como que entidades o vão financiar. No entanto, refere que é delegada competência ao ministro dos Transportes, Ricardo Viegas d"Abreu, com a faculdade de a delegar, para aprovação das peças do procedimento, verificação da validade e legalidade de todos os actos praticados.
No mês passado, o ministro dos Transportes esteve em Espanha numa visita oficial para reforçar a cooperação estratégica para acelerar os corredores logísticos da África Austral. Nesta iniciativa, Ricardo Viegas d"Abreu destacou o projecto de interligação dos três caminhos-de-ferro nacionais, que está em fase de mobilização, classificando-o como o maior empreendimento ferroviário desenvolvido em Angola nos últimos 100 anos e um projecto central para a afirmação como plataforma regional.











