Sem acordo à vista entre EUA e Irão, petróleo mantém-se em alta
Os preços do petróleo iniciaram a semana em alta ligeira, sustentados pela persistente tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irão, que continua a limitar a oferta global e a manter as cotações acima da fasquia dos 100 USD por barril.
O Brent, referência para as exportações angolanas, avançou 0,6% para 108,8 USD por barril, recuperando parcialmente das perdas registadas na sessão anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, subiu igualmente 0,6%, fixando-se nos 102,6 USD por barril.
A evolução dos preços reflecte a ausência de progressos concretos nas negociações entre Washington e Teerão, que decorreram durante o fim de semana. As duas partes continuam a avaliar propostas, sem sinais de um entendimento iminente.
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump indicou que os Estados Unidos poderão reforçar o apoio a navios retidos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo a nível mundial. Ainda assim, a navegação permanece condicionada, contribuindo para a pressão sobre os preços.
Enquanto Washington procura avançar com um novo acordo nuclear, o Irã mantém uma posição cautelosa, defendendo o adiamento das negociações até ao fim do conflito e exigindo, como condição prévia, o levantamento das restrições à circulação marítima no Golfo.
Em paralelo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) anunciou um aumento da produção em 188 mil barris por dia para sete países membros, com efeitos a partir de junho, naquele que é o terceiro incremento mensal consecutivo.
Apesar da decisão, o impacto real no mercado poderá ser limitado. Analistas antecipam que parte significativa do aumento fique aquém do esperado, tendo em conta as perturbações no fornecimento associadas à instabilidade na região do Golfo, particularmente no Estreito de Ormuz.











