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Incerteza mantém Air France com voos suspensos para o Médio Oriente até 3 de Maio

companhia aérea francesa

A companhia aérea francesa, Air France, prolongou a suspensão dos voos com origem e destino em Dubai, Riade, Beirute e Telavive até 3 de Maio, anunciou esta quinta-feira a companhia aérea francesa.

Em comunicado, a transportadora justifica a decisão com a degradação das condições de segurança na região e com o encerramento contínuo de vários espaços aéreos ao tráfego comercial. "Devido à situação de segurança no destino e ao encerramento contínuo do espaço aéreo, a Air France vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos com origem ou destino em Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Riade (Arábia Saudita) até 3 de maio de 2026, inclusive - ou até 4 de maio no caso dos voos com partida de Dubai", refere a companhia.

A filial "low-cost" Transavia, responsável por ligações a Telavive e Beirute, mantém igualmente a suspensão destas rotas, neste caso até 5 de julho, alegando que a atual conjuntura geopolítica não permite retomar as operações em segurança.

A Air France começou por suspender os voos para o Médio Oriente a 23 de janeiro, tendo retomado as operações poucos dias depois, a 26 de janeiro. No entanto, com a escalada militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, a companhia voltou a interromper as ligações a partir de 28 de fevereiro.

Já a 1 de março, a transportadora tinha anunciado a suspensão dos voos para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de março, período durante o qual mais de 500 voos foram cancelados devido ao encerramento de vários espaços aéreos na região. A medida viria a ser sucessivamente prolongada até ao início de abril e, agora, até 3 de maio.

A decisão foi tomada antes de os Estados Unidos e o Irão terem anunciado, na terça-feira, um acordo de cessar-fogo de duas semanas, alcançado pouco mais de uma hora antes do fim do ultimato lançado por Donald Trump.

Ainda assim, a Air France sublinha que o eventual regresso das operações dependerá de uma avaliação contínua das condições de segurança no terreno. "O reinício dos voos continuará sujeito à evolução da situação", refere o grupo, acrescentando que os passageiros afetados estão a ser informados individualmente.

Para mitigar o impacto dos cancelamentos no Médio Oriente, a companhia reforçou desde o início de março a oferta de voos com partida de vários destinos asiáticos.

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