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EXPANSÃO - Página Inicial

Mundo

Brent cai mais de 5% em uma semana

SEMANA DE 18 A 23 DE NOVEMBRO

Os preços do crude foram influenciados pelas notícias de que a produção da OPEP aumentaria. Os índices accionistas subiram com a expectativa de que os bancos centrais deverão abrandar endurecimento da política monetária.

Na última semana, o mercado petrolífero atingiu o nível mais baixo desde o mês de Janeiro, após surgirem notícias de que a Arábia Saudita, o segundo maior produtor de crude do mundo, e outros seus parceiros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ponderavam aumentar a produção em até 500 mil barris por dia (bpd) a partir de Janeiro. O mercado reagiu em queda, tendo o preço do barril, acumulado perdas superiores a 5% no cômputo dos últimos 7 dias tanto em Londres (Brent) como em Nova York (WTI).

Entretanto, as perdas foram atenuadas após a Arábia Saudita ter desconfirmado a pretensão de aumento da produção. As notícias de que a China mantém muitas restrições devido à Covid-19 continuou a enfraquecer as perspectivas para a procura de crude no futuro.

No mercado accionista, a semana foi de ligeiros ganhos, tanto nos Estados Unidos da América como na Europa. A impulsionar as negociações, esteve o facto de a inflação dos EUA ter ficado abaixo da expectativa, levando os mercados a acreditarem que os bancos centrais devem abrandar o ritmo de subida dos juros directores nos próximos tempos. Em média, os índices de Wall Street subiram 0,21%, tendo se destacado o industrial Dow Jones (1,50%). No continente europeu, a média de crescimento dos índices cotados foi de 0,84%, com maior realce para o espanhol IBEX 35 (1,75%).

Os últimos sete dias ficaram ainda marcados pelo anúncio de falência da correctora FTX, que chegou a ser a segunda maior correctora de activos digitais do mundo, depois de uma reportagem ter revelado que os fundos dos investidores na correctora estavam a ser usados para operações em outros investimentos do mesmo grupo. A falência da FTX deixou expostos uma série de problemas do mercado de criptomoedas, desde a necessidade de regulação até mecanismos de segurança em momentos de crise. O índice BGCI Bloomberg Galaxy, projectado para medir o desempenho dos maiores activos digitais negociados em dólares norte-americanos, recuou 7,25% para 800,57 pontos.

Por fim, destacamos o anúncio do Banco Popular da China, o banco central do país, de que vai manter a sua taxa de juro de referência em 3,65%, inalterada desde o corte de cinco pontos base (0,05 pontos percentuais) feito em Agosto, o que coloca o regulador chinês em sentido contrário à maior parte dos outros bancos centrais que têm mantido uma política de aumento progressivo das taxas de juros.