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Carros eléctricos entram na corrida de táxis em Luanda

NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

A T'Leva já tem 300 viaturas 100% eléctricas a circular na capital do País. O objectivo é aumentar para 1.000, aplicando um modelo de negócio que permite aos futuros motoristas adquirirem as viaturas num sistema semelhante ao leasing: pagam as prestações consoante as receitas e depois ficam com o carro.

Em Luanda são já 300 os carros 100% eléctricos a circularem como táxis, num modelo de negócio desenvolvido pela T'Leva em que os motoristas adquirem viaturas num sistema semelhante ao leasing, permitindo a jovens desempregados ficarem proprietários dos veículos e entrarem no mercado de trabalho. O objectivo é alargar a rede a 1.000 taxis.

Segundo Erickson M'Vezi, CEO da empresa, a T'Leva disponibiliza aos motoristas um carro eléctrico sem entrada inicial. "O motorista fará pagamentos mensais para amortizar o seu investimento, com base nos rendimentos que resultam do seu trabalho e, em menos de dois anos, este motorista passa a ter a propriedade da viatura e pode manter-se na rede T'Leva ou não, consoante as suas aspirações. O carro é dele e tem total liberdade para fazer o que entender", explicou.

Serão introduzidos 1.000 carros eléctricos em Angola, tornando- se a primeira empresa em África a disponibilizar uma frota de mobilidade eléctrica urbana com este volume de viaturas de emissão zero. O investimento da empresa que até recentemente tem funcionado com viaturas movidas a combustível fóssil ascendeu aos 22 milhões USD, que contou com a entrada de investidores privados, adiantou Erickson M'Vezi.

Para o responsável, existe na capital do País um mercado para as viaturas, porém é objectivo da empresa expandir este serviço às províncias do Huambo, Benguela e Lubango e não só, já que prepara a internacionalização do modelo. "A ambição da T'Leva é expandir o negócio ao continente africano, nomeadamente Moçambique, Namíbia, RD Congo (países de língua portuguesa e SADC) ", ressaltou. Erickson M'Vezi acrescentou que ainda assim a empresa vai manter na rede as viaturas com motores de combustão. (...)

(Leia o artigo integral na edição 558 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Janeiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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