"Baixar os preços de forma indiscriminada para competir não é uma estratégia viável"
A Harmonia Seguros quer conquistar espaço no mercado apostando na inovação, na tecnologia e em produtos mais acessíveis, sem comprometer a sustentabilidade financeira. A nova operadora defende os microsseguros, a literacia financeira e a aproximação à economia informal como caminhos para alargar a base de clientes e assume a ambição de chegar ao grupo das 10 maiores seguradoras nacionais.
A Harmonia Seguros entra num mercado, que além de ser concentrado tem uma baixa taxa de penetração, o que indicia muitas dificuldades de implantação. Apresentam um slogan de que o País precisa de uma solução à medida. Que tipo de solução é esta?
É uma solução desenhada com base nas reais expectativas das pessoas, que responda directamente às suas necessidades através de um estudo e de uma análise profunda sobre as principais "dores" do mercado angolano. A Harmonia Seguros conta com um conselho de administração altamente experiente. Não obstante a juventude da empresa, o quadro de profissionais que compõem a Harmonia vem directamente do mercado. Por isso, acumulamos a experiência e a capacidade necessárias para transformar as lacunas e dificuldades que observámos no passado em soluções eficientes para o presente. Tudo isto é feito com uma forte componente tecnológica, mas sempre sob a premissa do human in the loop (o humano no circuito). Em suma, trata-se de uma gestão moderna, mas rigorosamente centrada nas reais necessidades das pessoas.
Um dos grandes entraves ao crescimento do sector é a falta de cultura de seguros no país. Que papel activo assumirá para educar o consumidor sobre a importância do seguro?
Costumo dizer que este cenário é um desafio para o sector, mas também representa uma enorme oportunidade de crescimento. Crescer, para nós, significa não apenas conquistar clientes, mas também criar novos consumidores de saúde. A título de exemplo, pretendemos aproximar-nos do desporto, dos estudantes universitários e das crianças no ensino de base. O objectivo é fomentar boas práticas e trazer para o dia a dia deles questões práticas, para que possam entender como, num contexto particular, o seguro poderia ter feito a diferença.
Já têm acções concretas?
É exactamente estas acções que nós vamos apresentar. Muito em breve vão ouvir falar de nós, pois temos várias iniciativas no nosso pipeline de projectos. São acções fortemente voltadas, tanto para a componente de responsabilidade social, como para o combate à falta de literacia financeira e de seguros no nosso mercado.
ue tipo de produtos podem atrair os cidadãos que ainda não têm seguros?
Temos de tornar o seguro mais simples, acessível e adequado à realidade das pessoas. Os microsseguros terão um papel importante nesse processo, mas também produtos nos segmentos automóvel, saúde, acidentes de trabalho, patrimonial e responsabilidade civil. A nossa missão é democratizar o acesso aos seguros em Angola através de soluções inovadoras, acessíveis e personalizadas.










