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"Trato a minha música como um projecto a longo prazo e não imediato"

CHANY LOPES | CANTORA E COMPOSITORA

Apaixonada por arte desde a infância, Chany Lopes é cantora, dançarina, actriz, modelo e professora de snooker. Olha para a fama de forma tranquila e para o sucesso com naturalidade, numa caminhada em que o importante é o ponto de chegada e não apenas o caminho que está a percorrer. Diz não correr atrás da fama porque trata a sua arte como um projecto de longo prazo.

Como se definiria?

Sou uma artista que actua na área da música, bilhar, dança, moda e cinema. Comecei na dança aos 7 anos, tinha muita paixão pelo gênero kuduro. Desde muito cedo comecei a ouvir música por influência do meu pai e, aos 9 anos criei o meu primeiro violão de madeira com um prego na superfície, 3 na parte de baixo, fios de medir cabo co e uma lata de refrigerante de marca Blue para dar som à guitarra. Na altura fazia música ao vivo na calçada de uma padaria que ficava próximo da minha casa e imitava músicas dos meus ídolos brasileiros. Mas foi aos 13, 14 anos, que decidi seguir a música mais a sério.

Já foi bailarina de algum músico?

Não. Tenho uma particularidade, sou muito ligada a projectos. E todas as áreas em que actuo, trato--as como se fossem realmente um projecto. Tenho as minhas habilidades dentro de um projecto e isso fez com que aos 14 ou 15 anos tivesse criado um grupo de dança, denominado Machinibi na, com três integrantes, e fazíamos apresentações em instituições de ensino no bairro Palanca.

Criou o grupo de dança no mesmo período em que decidiu começar a cantar?

Sim. Foi nesta fase em que senti a necessidade de começar a cantar. No começo tinha vergonha de cantar para outras pessoas. Como a dança era uma habilidade que me tirava o medo e vergonha, então decidi implementar a música.

Qual foi o estilo que começou a cantar?

Embora dance Kuduro, não consigo cantar kuduro. Apaixonei-me pelo R&B, jazz, blues, country e pelo sertanejo. São estilos que me identificam. Actualmente, canto R&B numa mistura contemporânea com todos esses estilos. Chegou a gravar uma música naquele período? Aos 15 anos gravei a minha primeira música. Reconheço que foi um fiasco, as pessoas disseram que não estava boa. E, desde então, falei para mim mesma, vou cantar até que a música saia bem. Comecei a treinar, fui para uma escola de música, e neste percurso, já com 18 anos, conheço o Oliver Luanda, um grande músico com quem formei uma dupla e tem me instruído para ser uma cantora melhor.

Como se conheceram?

Conhecemo-nos por intermédio do meu trabalho com a moda. Em 2019 tinha uma campanha publicitária por fazer com o Latino Films, era sobre o telemóvel Nokia, o Renascer da lenda da Unitel. Eles precisavam de um albino, como também sou agente de moda, então ajudo os meus colegas a terem oportunidades de trabalho. Na busca por pessoas com característica desejadas, na internet, encontro o Oliver Luanda. Na altura, sabia que era músico, e chamei-o com o intuito de puxá-lo para o mundo da moda. Ele veio para fazer publicidade e depois da gravação começamos a tocar e a cantar juntos. Ele olhou para mim e disse "tu tens potencial, vou passar a treinar contigo para teres mais firmeza na música".

Dentre a moda, cinema, bilhar e música, se tivesse que escolher uma. Qual seria?

Escolho a música. Gosto de música, não consigo viver sem a música. Toda pessoa, por multifacetada que seja, tem sempre uma preferência e a minha é a música, independente de fazer sucesso ou não. Tenho dito que o sucesso é uma consequência da nossa visibilidade. Ele não é o que realmente as pessoas carregam nas costas. O sucesso é gostares do teu trabalho e fazê-lo todos os dias, independentemente de ser famoso ou conhecido. Tu tens de saber o que te motiva a fazer música.

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