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Economia

Banco Mundial mantém crescimento de 2,6% em 2026

ANGOLA ABAIXO DA MÉDIA DA REGIÃO SUBSAARIANA

O Banco Mundial manteve, esta semana, as previsões de crescimento económico de Angola em 2,6% para este ano, menos optimista face às estimativas de expansão de 4,2% apontadas pelo Governo e do Banco Nacional de Angola (BNA) de 3,5%.

As previsões do Banco Mundial, que constam do relatório Perspectivas Económicas Globais, divulgado em Washington, indicam que Angola deverá crescer abaixo do crescimento anual da população, fixado em 3,5%, e também abaixo da média de crescimento da África Subsaariana, estimada em 4%. Na verdade, quase todas as previsões apontam, para este ano, um crescimento abaixo da média da região, à excepção do Governo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta para um aumento de 2,1%, sendo a estimativa mais pessimista, enquanto o Banco de Fomento Angola (BFA) estima um crescimento de 2,9%. Entre os países lusófonos, apenas Angola e a Guiné-Bissau (com uma taxa de crescimento prevista de 5,2%) viram as suas projeções inalteradas em relação às estimativas de Junho de 2025. Por sua vez, Cabo Verde, que deverá crescer 5,2%, teve a sua previsão revista em baixa, com menos 0,1 ponto percentual face à estimativa anterior.

Já Moçambique deverá acelerar para 2,8% este ano, menos 0,7 ponto percentual do que o estimado em Junho. Por outro lado, a Guiné Equatorial deverá registar um crescimento de 0,4% este ano, o que representa uma descida de 0,2 ponto percentual para 2026. Para Angola, os analistas do Banco Mundial recordam que, em 2025, "apesar dos ganhos nos sectores não petrolíferos, a fraqueza do sector petrolífero pesou sobre a produção".

O desempenho da economia angolana foi condicionado por preços do petróleo mais baixos face ao ano anterior, pelo subinvestimento no sector e pelo envelhecimento dos campos petrolíferos. Esta performance do sector petrolífero levou a que a economia ficasse praticamente estagnada no II e no III trimestre do ano, depois de ter registado um ligeiro recuo do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,08% e um crescimento marginal de 0,05% na variação trimestral, respectivamente, segundo as Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O fraco crescimento verificado no III trimestre permitiu ao País escapar a uma recessão técnica, que ocorre quando o PIB recua por dois trimestres consecutivos. No período, vários sectores da economia registaram taxas de crescimento negativas na passagem do II para o III trimestre.

A produção de electricidade, água e saneamento caiu 7,6%, os serviços de alojamento e restauração recuaram 6,5%, a indústria transformadora diminuiu 4,6% e a construção 3,6%. A pesca (-3,8%), o comércio (-2,3%) e a agricultura (-0,3%) também apresentaram taxas negativas e já se encontram em recessão técnica, uma vez que recuaram pelo segundo trimestre consecutivo.

Por outro lado, a empurrar a economia para cima, no III trimestre, estiveram os sectores da Extracc a o de Diamantes e outros minerais com uma expansão de 24,0%, seguido dos Transportes e Armazenagem, bem como da Intermediação Financeira e de Seguros, ambos com crescimentos de 5,5%. Constam também da lista a Extracção e Refino de Petróleo com um aumento 3,2%, os serviços Imobiliários e Aluguer (1,8%), Outros Serviços (1,8%) e as actividades de Informação e Comunicação (1,2%).

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